Titia Paty aii vai a nossa lição de casa!!!
Bom, no dia 14 de outubro fomos tds os 6 °s anos para a FAZENDA IPANEMA conhcer um poko da história de Sorocaba.Andamos muitoooo e cansamos demais (pelo menos Nós !!).Então ai vai um pouco de la !:
Fazenda Ipanema - berço da siderurgia brasileira (1589-2010)
A Fazenda Ipanema, em Iperó, foi a pioneira na siderurgia do Brasil. Suas jazidas de ferro foram encontradas há 421 anos. Situada na Floresta Nacional de Ipanema, o maior ecossistema de Mata Atlântica existente hoje no país, Ipanema foi o ponto de partida na origem origem de algumas cidades da região de Sorocaba.
O Morro Araçoiaba
O Morro Araçoiaba (ou Biraçoiaba, na forma da escrita antiga) é comumente chamado "Morro de Ipanema", mesmo nome do rio cujas “águas ruins” eram utilizadas na indústria do ferro. Os indígenas e, posteriormente, os bandeirantes, notaram que o sol se punha atrás daquela montanha. Hoje é fácil de se perceber isso, quando passamos pela estrada Iperó-Sorocaba num fim de tarde, por exemplo. Foi assim que adotaram o nome Araçoiaba, significando “coberta do dia”, “esconderijo do sol”. Destacando-se no horizonte, na verdade aquela região é uma cadeia de montanhas formada pelo Morro Araçoiaba (Morro de Ipanema) à direita, a Chapadinha à esquerda e, entre os dois, o morro do Meio. Alguns escritores também se referem a esse conjunto de montanhas como sendo a "Serra de Araçoiaba". Vale lembrar que, oficialmente, Araçoiaba é o nome de um bairro próximo e também do município vizinho, Araçoiaba da Serra.
Peabiru
Existiu uma extensa rede trilhas, chamada “Peabiru”, que passava pela região do morro de Ipanema. Era uma ligação pré-colonial do Atlântico e do planalto com o Guairá, o Paraguai e os Andes (de Cuzco - no Peru - até São Vicente). Nos extremos e em vários trechos dessa estrada, moravam tribos guaranis. Descendo de São Paulo pelo vale do Tietê e os campos do sul, a “Peabiru” se dividia em dois ramos: um à direita, para o Paraguai (atravessando o rio Paranapanema), e outro à esquerda, para o Rio Grande do Sul. Os guaranis frequentaram esse caminho, utilizando as montanhas como pontos de referência. Descendo a serra de São Francisco, quase à beira do Tietê, avistavam o morro de Ipanema à direita. Adiante, avistavam a serra de Angatuba e os morros de Guareí e Bofete. Mais à frente, a serra de Botucatu. À esquerda, atravessando o Paranapanema, entravam nas florestas onde mais tarde os jesuítas fundaram as “reduções do Guairá”. Passando pelas Sete Quedas (hoje cobertas pelo lago da Usina de Itaipu), chegava-se ao Paraguai. Ainda no século 16, houve vários viajantes europeus através desses caminhos. É conhecida a história de Ulrico Schmidel, que veio do Paraguai a São Vicente, passando por Santo André (a vila de João Ramalho), em 1552. Também por esse caminho, é possível que o padre Manoel da Nóbrega tenha chegado à aldeia Maniçoba, na região onde hoje é a cidade de Itu.
Afonso Sardinha
Afonso Sardinha chegou a Ipanema por volta de 1589. Ele e o filho, também Afonso Sardinha, vinham do Jaraguá procurando ouro. Para se ter uma ideia da dificuldade em se chegar a Ipanema naquela época, João Pandiá Calógeras escreveu, em 1908, sobre as minas de São Paulo: “na serra Ibirasojaba, distante oito dias da vila de Sorocaba e doze da vila de São Paulo, a jornadas moderadas”. Os Sardinha acreditavam que encontrariam jazidas de ouro naquela região e provavelmente sabiam da passagem de Luís Martins próximo dali, na atual Bacaetava, por volta de 1562. Mas, em vez de encontrar ouro, eles descobriram, literalmente, uma montanha de ferro. Encontraram jazidas de magnetita e óxido de ferro no vale do rio das Furnas e, contentando-se com o “gato”, visto não terem apanhado a “lebre”, construíram dois fornos do tipo catalão onde o ferro não chegava ao estado líquido, mas podia ser trabalhado. Como essa indústria estava em idade primitiva e os resultados não foram satisfatórios, os trabalhos foram abandonados.
Pouco tempo depois, em 1591, Dom Francisco de Sousa (chamado de “Dom Francisco das minas”) começava a governar a partir da Bahia. Ao saber dos achados dos Sardinha, em 1598 partiu em direção a São Paulo e, daí, para a região de Ipanema. Junto, trouxe os mineiros Jaques de Unhalte e Geraldo Betim, além de Baccio de Filicaia, Cornélio de Arzão, soldados e o povo. Dom Francisco de Sousa levantou um pelourinho ainda em 1599, chamando o local de Nossa Senhora de Monte Serrate. O governador, não encontrando ouro e prata, teria fundado, então, um engenho de ferro. Mas o local durou pouco. Se existiu alguma produção de ferro, não enriqueceu a ninguém.
Os povoadores dividiram-se, tendo voltado a maior parte para São Paulo. Poucos ficaram junto ao engenho e outros se aglomeraram no Itapebuçu (pedra chata grande), posteriormente Itavuvu, à beira do rio Sorocaba. Um desses povoados (o Ipanema ou o Itavuvu), ou ambos, se chamaram São Filipe, fundado entre 1600 e 1611. O governador mudou o local e o teria chamado de São Filipe em alusão ao rei espanhol Felipe II. Devido ao sossego desses primeiros povoados e a dificuldade em progredir, habitantes do Ipanema, do Itavuvu e de outros pontos, transferiram-se para a região onde se formava um novo núcleo - o de Baltazar Fernades - que deu origem a Sorocaba.
Ainda por volta de 1660, teriam encontrado novamente as jazidas de ferro de Ipanema, que estavam abandonadas e esquecidas. A descoberta teria chegado ao ouvidor da comarca de Itanhaém (que abrangia a região das minas de Ipanema), que veio pessoalmente verificar a existência das jazidas. Assim, considerando-as importantes, publicou alvará proibindo, sob pena de morte, que alguém se estabelecesse naquelas terras. Mandou levantar um pelourinho novamente. E também nessa segunda fase, não houve desenvolvimento e o local ficou abandonado.
Natureza em Ipanema
Quando falamos sobre a riqueza, a Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema foi um verdadeiro “eldorado”, ainda que tenha enfrentado problemas em algumas das suas administrações. A natureza colocou em Ipanema, segundo pesquisas realizadas desde o século 19, o minério mais rico do mundo, com aproximadamente 72% de ferro.
Frederico Guilherme de Varnhagen, que foi diretor da fábrica entre 1815 e 1821, ao referir-se às montanhas que a fábrica explorava, disse: “Este grupo de montanhas tem cerca de 3 léguas de comprimento e proporcionada largura. O trecho do morro é de granito e, de norte a sul, no sentido longitudinal, é cortado por três grossos veios de ferro. O mineral solto à superfície do morro é tão rico, que dele se poderia, por mais de cem anos, alimentar a maior fábrica do mundo sem recorrer a trabalho algum de mineração”.
O ferro de Ipanema, confrontado com o dos Estados Unidos, inclusive levaria vantagem. Numa Exposição Industrial realizada no Rio de Janeiro, em 1881, foram expostas rodas de vagões da Estrada de Ferro Dom Pedro II, construídas com ferros das duas origens. Ficou provada, naquele evento, a superioridade das rodas de ferro fundido resfriadas na fábrica de Ipanema.
Curiosidades
- Praia de Ipanema
Nome dado pelos índios, Ipanema significa “água ruim, suja, imprópria para o mergulho e a pesca”. Nossa Ipanema não é única: há outras em outros Estados, batizadas pelos índios com o mesmo propósito. Mas a Ipanema carioca (a famosa praia), da qual falarei a seguir, ganhou esse nome não por causa da sujeira das águas, mas sim, por causa da nossa Ipanema. E muita gente não sabe disso.
O fato é que José Antônio Moreira Filho (1830-1899), o segundo Barão de Ipanema, comprou as terras onde hoje está localizado o bairro carioca, no fim do século 19, e fundou, em 1894, a Vila Ipanema. Seu pai, José Antônio Moreira, o primeiro Barão de Ipanema, era um minerador que, ao receber o título de barão em 1847, decidiu homenagear seu local de nascimento, a vila de São João de Ipanema, hoje pertencente a Iperó.
Moreira Filho apenas transferiu o título de nobreza de sua família para as terras que acabara de comprar, banhadas por água limpa, cristalina, transparente e piscosa, com areia bastante branca e habitada por milhões de famílias de tatuís. A Ipanema carioca acabou recebendo artificialmente esse nome, pois água ruim e sem peixes era apenas a do rio que passava pela nossa Ipanema.
- Cemitério protestante
Logo no início das atividades da Real Fábrica de Ferro, em Ipanema, muitos europeus (suecos e alemães), todos protestantes, vieram trabalhar no local. Segundo consta, um desses funcionários teria entrado em depressão ao sentir saudades da terra natal e, por causa disso, acabou se suicidando. Os padres não autorizaram o enterro do homem em cemitério católico e, então, foi pedida uma permissão a Dom João VI para que se construísse um cemitério onde as pessoas de origem protestante pudessem ser enterradas. Com a permissão, Ipanema construiu, em 1811, aquele que é considerado o primeiro cemitério protestante do Brasil.
- Avião "Ipanema"
No fim da década de 60, começou a tomar forma um projeto para a construção de um avião que auxiliaria na atividade agrícola. O modelo foi batizado com o nome “Ipanema” pelo fato de que, dentro da fazenda, eram ministrados cursos para formação de mão-de-obra especializada em aviação agrícola. Após a criação da Embraer (1969), o projeto foi aperfeiçoado e, em 1972, a primeira unidade do Ipanema saiu da linha de produção. Nos anos seguintes, o modelo foi modificado, recebendo equipamentos e características técnicas que melhoraram o seu desempenho. O modelo “atualizado” foi identificado pela Embraer como EMB-201A.
- Filme “Antonio Conselheiro – Canudos”
Em 1976, já em fase final de filmagens, o diretor do filme “Antonio Conselheiro – Canudos” utilizou a Fazenda Ipanema como o cenário na sequência da destruição de Canudos. A produção era um misto de documentário e ficção, dirigida por Carlos Augusto de Oliveira. Era o ator Flávio Portho quem interpretava Antonio Conselheiro. Mesmo quem passava de trem no trecho de Ipanema conseguia ver as filmagens das últimas batalhas da guerra de Canudos.
Ta ai Titia Paty espero que goste!!
Beijinhos e abraços de BiBia FeFe e GiGi